Drywall cresce em ritmo superior ao da construção civil
O consumo de chapas para drywall, principal indicador de desempenho do segmento da construção a seco, foi superior a 4 milhões de m2 no primeiro trimestre, com crescimento de aproximadamente 25% sobre o mesmo período do ano passado e de 43% sobre os três primeiros meses de 2005. Esse número, na avaliação de Mario Castro, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall, reflete a grande aceitação da tecnologia drywall no mercado brasileiro, “em virtude das vantagens técnicas e econômicas que proporciona a todos os elos da cadeia de negócios da construção civil”. E salienta: “Em razão dessa crescente preferência que é manifestada por arquitetos, incorporadores, construtores, designers de interiores, prestadores de serviços de manutenção e reparos e consumidores finais, nosso segmento vem evoluindo a uma velocidade bem superior à do PIB da construção civil; que acumulou uma alta de apenas 4,6% de 2001 a 2006, enquanto o consumo anual de chapas para drywall, no mesmo período, teve um crescimento superior a 30%”.
No que se refere aos números de 2007, o maior consumo foi registrado em São Paulo (capital e interior), que respondeu por quase 47% do mercado. Depois, aparecem as regiões Sul, com quase 16%, Sudeste, exceto São Paulo, com 20%, e Centro-Oeste, com 10%. As regiões Nordeste e Norte ocupam a quinta posição, com 7%.
Quanto ao crescimento no primeiro trimestre de 2007, em relação aos três primeiros meses de 2006, a região Sul destacou-se de forma expressiva, com um salto de 36%, vindo em seguida a região Centro-Oeste, com uma expansão também significativa de 32%. Na região Nordeste, o crescimento foi de 4%, enquanto a região Sudeste, exceto São Paulo, cresceu 21%. A Grande São Paulo registrou crescimento de 25% no período.
Quanto às perspectivas para este ano, a projeção do total consumido no primeiro semestre permite estimar um consumo superior a 16 milhões de m2. Porém, Mario Castro acredita que esse número deverá ser maior, ficando acima de 18 milhões de m2, superando entre 15 e 20% o valor registrado no ano passado, que foi de 15,5 milhões de m2. E explica: “O ritmo de crescimento nas regiões Sul e Centro-Oeste deve concorrer para uma maior elevação do consumo final; além disso, o segundo semestre tradicionalmente apresenta um movimento mais dinâmico na construção civil”.
Desempenho acima da média - O PIB da construção civil cresceu 4,6% de 2001 a 2006. Esse índice modesto deve-se às quedas de 2,09%, 2,15% e 3,28%, respectivamente, de 2001 a 2003, compensadas por altas em 2004 (6,58%), 2005 (1,23%) e 2006 (4,63%).
Esses índices anuais naturalmente refletem, em maior ou menor grau, o desempenho de todos os segmentos que formam o PIB do setor. Nesse cenário, acentua Mario Castro, “o drywall revela um vigor superior à média, demonstrando que o construtor brasileiro inclina-se cada vez mais para o uso de tecnologias industrializadas”. Mario Castro conclui: “Se o bom desempenho que prevemos para este ano for confirmado, como acreditamos que será, o crescimento acumulado de nosso segmento entre 2001 e o final de 2007 ficará entre 50 e 55%”.
Fonte: Portal Fator Brasil (revistafator.com.br)