Imóvel econômico é a aposta da vez
Empresas do setor de construção civil que abriram o capital mais recentemente estão direcionando parte dos recursos captados com investidores para reforçar a atuação no segmento residencial econômico ou entrar nesse nicho de mercado. Só neste ano, as captações totais somam R$ 5,5 bilhões. É um pedaço desse total - que as empresas não especificam, mas dizem ser significativo - que vai aumentar a oferta de imóveis na faixa de R$ 50 mil a R$ 120 mil para um público com renda de 5 a 10 salários mínimos.
Os empresários do setor não têm dados precisos, mas avaliam que o déficit habitacional entre as pessoas dessa faixa de renda é de 800 mil a 1 milhão de unidades residenciais. "Não estamos vivendo um modismo, mas um ciclo de cinco a dez anos em que as empresas sabem que poderão investir nesse nicho", diz o diretor-técnico da Tecnisa, Fábio Villas Boas. Em planos de 4 ou 5 anos, a Rossi Residencial fala em lançamento de 43 mil unidades e a Rodobens, de 38 mil unidades, por exemplo.
No orçamento das famílias com renda de 5 a 10 salários mínimos, cabe agora a prestação de cerca de R$ 600 desse tipo de imóvel porque os juros baixaram (estão na faixa dos 9% mais TR, graças ao incentivo do Banco Central para financiar imóvel de até R$ 120 mil) e os prazos ficaram mais longos, chegando a 25 anos (antes, eram 15 anos). Voltou também o que as construtoras chamam de "fase de fartura" no financiamento. "Hoje, os bancos correm atrás das empresas porque, com os juros menores, é mais rentável a aplicação na produção", diz Renato Diniz, diretor de Plano Econômico da Rossi. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agencia Estado - AE