Chove mas não molha !



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Chove mas não molha !

Zapla » Seg, 05 Abr 2004, 00:52

Impermeabilização "ter ou não ter ?"


De fato, a água poderá ocasionar a infiltração através de três caminhos distintos: por meio de trincas e rachaduras, pelos poros do material e ainda por falhas que este material possua como, por exemplo, brocas, ninhos no concreto e fendas junto às armaduras. Os principais vilões dessas infiltrações são os vícios construtivos, ou seja, defeitos originados no próprio processo construtivo (erro de projeto ou de execução) ou adquiridos ao longo do tempo (desgastes naturais, utilização, manutenção ineficiente, agressões).

Contudo, cabe a pergunta. Um concreto bem adensado utilizado em estruturas não sujeitas a pressão hidrostática constante, com perfeito nivelamento para as redes de escoamento requer aplicação de impermeabilização ? Esta pergunta tem por objetivo "infiltrar" nas obras em geral, a reflexão de que um trabalho bem executado pode eliminar etapas não necessárias e consequentemente reduzir o custo da obra.


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    Re: Chove mas não molha !

    Fabricio Mendes » Seg, 05 Abr 2004, 01:27

    Zapla escreveu:Impermeabilização "ter ou não ter ?"
    Um trabalho bem executado pode eliminar etapas não necessárias e consequentemente reduzir o custo da obra.


    Exatamente, isso é o que chamamos de "racionalização dos processos, métodos e sistemas construtivos", fator muito importante, porém muito raro nas obras por aí à fora.

    Fabricio Mendes
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      Liana » Seg, 05 Abr 2004, 01:41

      Então quer dizer que nessas condições ideais, como o Zapla mencionou, eu poderia eliminar uma etapa da obra, como a impermeabilização, por exemplo ? Nesse caso acho que o controle durante a execução do serviço deverá ser muito rigoroso.

      Liana
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        Ter ou não ter ?

        Zapla » Dom, 16 Mai 2004, 21:28

        Aqui vai um replay do assunto já colocado. Entenda o texto a seguir e faça as suas considerações.


        Impermeabilização "ter ou não ter ?"


        De fato, a água poderá ocasionar a infiltração através de três caminhos distintos: por meio de trincas e rachaduras, pelos poros do material e ainda por falhas que este material possua como, por exemplo, brocas, ninhos no concreto e fendas junto às armaduras. Os principais vilões dessas infiltrações são os vícios construtivos, ou seja, defeitos originados no próprio processo construtivo (erro de projeto ou de execução) ou adquiridos ao longo do tempo (desgastes naturais, utilização, manutenção ineficiente, agressões).

        Contudo, cabe a pergunta. Um concreto bem adensado utilizado em estruturas não sujeitas a pressão hidrostática constante, com perfeito nivelamento para as redes de escoamento requer aplicação de impermeabilização ? Esta pergunta tem por objetivo "infiltrar" nas obras em geral, a reflexão de que um trabalho bem executado pode eliminar etapas não necessárias e consequentemente reduzir o custo da obra.

        A água infiltra nas lajes de concreto por quais caminhos ???

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          Definitivamente não molhou !

          Zapla » Qui, 22 Jul 2004, 20:34

          Voltando ao assunto, até então pouco explorado pelos colegas visitantes do fórum. Com todos esses dias de chuva sobre o Estado do Rio de Janeiro, muitas lajes não molharam !!! e nem se quer receberam aplicação de manta asfaltica. Vale a pena avaliar os textos em questão.

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            RIBEIRO » Sex, 23 Jul 2004, 13:42

            Zapla,
            Concordo em gênero , número e grau com você no que diz respeito ao trabalho bem executado , eliminando com isto etapas desnecessárias e ociosas às obras . Há de se enfocar também a qualidade na elaboração dos projetos e especificações dos materiais .
            Tomo como exemplo profissional a construção de cinquenta casas populares para pessoas de baixíssima renda , executadas por minha empresa e entregue em 2000 , que simplesmente nunca recebi nenhuma reclamação quanto a trincas , infiltrações ,etc. , pois usei materiais de boa qualidade e tomei as devidas providências na elaboração e execução dos projetos .

            Parabéns pelos seus comentários , sempre muito inteligentes .

            Ribeiro

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              Zapla » Ter, 25 Jan 2005, 22:59

              As chuvas de verão estão caindo...

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                visitante » Qua, 26 Jan 2005, 03:40

                aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee ZAPLA vendendo seu peixe! Embarassed

                visitante
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                  Eng. Eduardo » Qua, 26 Jan 2005, 14:01

                  Zapla escreveu:As chuvas de verão estão caindo...


                  É isso... Quem tiver problema de infiltrações já sabe qual empresa contratar...

                  Eng. Eduardo
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                    Sylvio Nogueira » Sáb, 29 Jan 2005, 18:54

                    DEFEITOS EM EDIFÍCIOS

                    Para quem mora em edifícios ( residenciais ou comerciais ), não é novidade: vira e mexe, lá vem mais uma quantia extra, adicionada à taxa de condomínio, por conta de alguma reforma.

                    São despesas emergenciais (ou aprovadas em Assembléia) para tentar eliminar problemas - às vezes crônicos - de trincas, vazamentos, infiltrações sobre garagens, queda de ladrilhos externos, bolores em dormitórios, refluxos em ralos, odores fétidos, danos em revestimentos ou pinturas, pisos soltos, corrosões em armaduras estruturais, etc.

                    A estória começa quando extinto o prazo de garantia legal e a construtora se despede, definitivamente, do prédio. Embora a responsabilidade da empresa, por vícios ocultos, ainda possa ser invocada (questão e ser examinada por advogado experiente), o síndico, pressionado por reclamações dos condôminos - e com a melhor boa fé do mundo -, acaba contratando reformas sem dispor de exatos diagnósticos dos danos existentes. A "solução" do problema costuma nascer de inúmeros palpites e "achismos" – gerados no meio dos próprios moradores -, dentre os quais se escolhe o que parece mais convincente; ou, apenas, menos dispendioso.

                    Diagnósticos "infalíveis" são apresentados, também, por alguns prestadores de serviço pouco responsáveis, que oferecem reformas aparentemente baratas, sem respaldo técnico consistente ou real conhecimento do prédio, apenas movidos pelo interesse em "pegar o serviço". São, via de regra, pessoas inabilitadas, sem estrutura profissional ou empresarial para: A) Executar trabalhos realmente qualificados; B) Responder pela eficácia duradoura da reforma; C) Arcar com eventuais riscos, típicos desses trabalhos, como acidentes, danos a terceiros, dívidas fiscais ou trabalhistas. Assim, o Condomínio fica sujeito a transformar-se, "da noite para o dia", em réu de ações judiciais ou em arrimo de família, já que os citados "especialistas" costumam envolver, nessas empreitadas, alguns parentes ou vizinhos, sem qualquer prática, habilitação ou noções de segurança. Como se percebe, não vale a pena correr o risco.

                    Veja-se, por exemplo, reformas em impermeabilizações: os insucessos costumam ser freqüentes e as perdas - financeiras - muito elevadas. Motivos: PRIMEIRO: Raramente há que se "trocar a manta", como acreditam os leigos e se apressam a recomendar os chamados "especialistas"( na ampla maioria dos casos a chuva entra pelas periferias – muros e torre predial – infiltrando-se SOB a impermeabilização existente, que não está perfurada ! ). SEGUNDO: Mesmo se comprovada esta rara necessidade, somente empresas habilitadas e compostas por profissionais experientes podem assumir responsabilidade por adequado projeto de execução e garantias pelos processos e produtos envolvidos. Os demais, tanto os oportunistas "biscateiros" como os de simples má-fé ( atenção !! ) limitam-se a garantir, apenas A MANTA , por 5 anos (garantia comum, dada por todo e qualquer fabricante), como se o produto respondesse, sozinho, pelo processo de aplicação e pela eficácia do serviço. Se esta for a única garantia constante da proposta (ou do contrato), restará ao condomínio - quando as infiltrações retornarem - assumir a própria ingenuidade e ir "reclamar com o bispo" ...

                    "AUTOMEDICAÇÃO" PREDIAL
                    Erros, em manutenções ou reformas de prédios, são semelhantes a danos causados pela automedicação (vício típico do brasileiro), em casos de enfermidade. Ao medicar nossa família sem prévia consulta a um clínico geral, não temos, obviamente, a intenção de errar ( leia-se: agravar a doença, provocar invalidez, matar, etc ); apesar disto, assumimos o risco de fazê-lo; e bem antes do que imaginamos. E, quando "der uma zebra", de que adiantará xingar o balconista da farmácia ? ; ou o fabricante do remédio ? ; ou, quem sabe, a vizinha, que "deu a receita" ?..

                    Ora, se jogamos, tão perigosamente, com a própria saúde e com a vida dos nossos familiares, não surpreende que sejamos tão "sabidos" e auto-suficientes quando se trata da "saúde" ou da integridade física de um "simples edifício". Acontece que os chamados vícios construtivos - e de manutenção - costumam cobrar muito caro ( e por vária vezes seguidas ) ...

                    É preciso, portanto, mudar a abordagem: administradores prediais (pessoas físicas ou jurídicas) e os próprios condôminos devem zelar para que serviços de reparos sejam efetuados somente depois de definidas as responsabilidades civis, formulados corretos diagnósticos técnicos e elaboradas detalhadas especificações; bem como submetidos à previa seleção (cadastro e referências) de empreiteiras, tomadas de preços, contratos cuidadosamente elaborados e atenta fiscalização. Para tanto, deve-se consultar, nos momentos oportunos, engenheiros ou arquitetos, com referências que comprovem amplas e sólidas experiências profissionais.

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