Diferença entre Domíos de deformação e Estádios de cálculo


Responder Mensagem
    Responder com Citação

Diferença entre Domíos de deformação e Estádios de cálculo

Ciiesoares
postou em Qua, 13 Fev 2019, 09:21
Usuário Nível 1 | Mensagens: 15

    Sei que estes conceitos são diferentes, mas não consegui ainda enxergar a diferença, poderiam me ajudar a entender?


      Responder com Citação

    Fórum E-Civil
    postou em
    Advertising



      Responder com Citação

    Re: Diferença entre Domíos de deformação e Estádios de cálcu

    psantos.eng
    postou em Qui, 14 Fev 2019, 11:43
    Usuário Novato | Mensagens: 1

      Ciiesoares escreveu:Sei que estes conceitos são diferentes, mas não consegui ainda enxergar a diferença, poderiam me ajudar a entender?


      Os estádios de deformação, que são divididos em três níveis, representam basicamente o comportamento de uma peça submetida à um momento fletor, até que ela atinja a ruína.

      No estádio I as deformações ainda estão dentro do limite elástico, ou seja, são lineares, quando submetida à um momento, a peça se deforma sem que as solicitações ultrapassem os limites de resistência dos materiais e quando esse momento deixa de atuar, a peça retorna ao seu estado original, respeitando a Lei de Hooke.

      No estádio II as coisas mudam um pouco. Nesse estadio a resistência a tração na flexão do concreto já foi superada pelas solicitações, assim este deixa de resistir à essas tensões e começa a fissurar e a função de resistir à tração passa inteiramente para o aço.

      É no estádio III que reside todo o problema, pois é nele que todas as resistências foram superadas. O concreto começa a escoar, assim a fissuração da peça aumenta e estas fissuras se aproximam cada vez mais da linha neutra o que por consequência ocorre uma diminuição na região comprimida do concreto. Todo esse conjunto faz com que a peça seja levada à ruína.

      Tem um vídeo de exemplo bem explicativo no canal Mais Q Momento, sobre isso, da uma olhada lá.
      Já os domínios, representam as diversas possibilidades dessa peça ruir, a partir de um conjunto de deformações específicas do concreto e do aço, além de fornecer a altura da linha neutra (LN), que divide a seção transversal em duas regiões: uma comprimida, acima LN; e outra tracionada, abaixo. No total são 6 os domínios.

      - No domínio 1, ocorre somente tração simples, logo o aço tem atuação total e concreto se encontra fissurado, logo a LN se encontra fora da seção.

      - No domínio 2, já ocorre flexão simples, a linha neutra passa pela seção dividindo a mesma em uma zona comprimida e outra tracionada. Nesse domínio o concreto não alcança a ruptura.

      - O domínio 3, é caracterizado pela ruptura do aço e do concreto em conjunto, o que é o ideal, pois os dois materiais atingem sua resistência máxima, apresentando grandes deformações possibilitando que a ruína seja prevista.

      - No domínio 4, ocorre uma ruptura frágil do concreto, ou seja, o mesmo se rompe sem deformar tanto, de maneira abrupta, sem que o aço atinja sua deformação de escoamento. Como não há grandes deformações do aço nem a fissuração do concreto, não é possível prever a ruína.

      - No domínio 4a, a seção resistente é composta somente por aço e concreto comprimidos, a LN está na região do cobrimento inferior, área tracionada é bem pequena e a ruptura é frágil.

      - No domínio 5, só há predominantemente a ocorrência de compressão na seção. A LN não corta a seção e a ruptura também é frágil.

      No canal, Engenheiro Estrutural, tem um vídeo em que ele explica os domínios e apresenta alguns exemplos de peças e seus respectivos domínios, da uma pesquisada lá.

      Então resumidamente, os estádios apresentam o que acontece com o concreto na peça até ela ruir e os domínios, como essa ruína pode ocorrer.


      Responder Mensagem


      Cálculo Estrutural